Andy (atmtx)/Creative Commons

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Ella acabara de se tonar ‘Balzaquiana‘ e naquela mesma semana, foi comemorar em um bar. No seu bar favorito.
A lua estava magnifica. Era inicio de outono, a noite ainda esta quente e Ella usava um vestido longo de verão (tomara que caia), estava linda e radiante.

Todos a quem Ella mais amava estavam ali, naquele bar, naquela noite. E tudo estava muito animado.

E no meio de tanta ‘festa’ e euforia, Elle apareceu. Estava inebriado pela música, pela bebida e pela luz do bar. Foi gentil, sociável, ofereceu bebida ao grupo em que Ella estava e se afastou. Ia e vinha, sem nenhuma pretensão.

No auge da madrugada, Ella muito animada, solicita uma de suas canções prediletas ao cantor da noite. Este, de pronto, a atende. Ella vibra e canta a plenos pulmões, completamente desafinada, mas feliz.
Era sua noite, seu aniversário, ela queria apenas se divertir.

Eis que Elle aparece, na sua frente. Pra Ella, naquele momento, tudo tinha um sentido de felicidade inexplicável, alcoólico e delirante. Sem pensar, chega mais perto dele e pede: “dança comigo?”. Elle esta com seu copo e garrafa nas mãos, não responde, apenas gesticula. Ella insiste, “dança comigo?” e Elle se movimenta de um lado para o outro e diz: “eu não sei dançar”. Pela última vez ela fala: “Pára de frescura e dança comigo!”.

Elle então a toma em seus braços e inicia alguns passos de dança, bem sincronizados, que até a surpreende. Ella continua a cantar, alto e desafinado. Elle interrompe a dança, olha nos dElla e se aproxima, mais e mais. E a beija, num beijo quente, envolvente e pára. Ella então, o beija com furor.

A música acaba, o beijo também, Ella agradece o cantor, olha para Elle e sai no meio da multidão do bar.
Elles se encontram mais algumas vezes no bar.
E quando Ella decide ir embora, Elle a acompanha. É super educado, conversa com Ella coisas cotidianas e diz Adeus.

Novas crônicas toda quarta-feira.