Pouco depois de ter sua autobiografia publicada no Brasil, e meses após escrever um artigo que falava de sua doença e da proximidade da sua morte, o médico e escritor Oliver Sacks morreu no dia 30 de agosto, de câncer.

Para além de seu trabalho de divulgação científica na área da neurologia, Sacks foi um dos mais importantes defensores da integração entre arte e ciência, resgatando o conceito de “ciência romântica”, que dizia ter aprendido com o psicólogo A. R. Luria, e que exercia com maestria. Capaz de descrever seus casos como quem conta causos, as narrativas que desenvolvia sobre seus pacientes foram parar nos cinemas mais de uma vez. Em Tempo de despertar ele é interpretado por Robin Willians, na história de sua atuação como neurologista de pacientes crônicos. E em À primeira vista Val Kilmer interpreta um de seus pacientes que volta a ver após uma cirurgia, mas tem dificuldade de se adaptar ao mundo visual.

Dono de uma obra extensa, publicada no Brasil pela Companhia da Letras, ele esteve no Brasil em viagens e palestras nos anos 2000.

Nascido em Londres em 1933 e falecido Nova York aos 82 anos, ele é uma daquelas figuras que deixa uma lacuna difícil de preencher.