No texto Querendo ou não, todo mundo acredita em alguma coisa, citamos o episódio em que Harry Houdini faz um truque para convencer Arthur Conan Doyle a não acreditar em tudo o que vê.

No truque, uma lousa ficava pendurada por fios e Doyle tinha que escrever qualquer coisa num papel, longe da casa. Na volta, uma pequena esfera de cortiça embebida em tinta branca magicamente deslizava pela lousa, reproduzindo as palavras do papel.

O equipamento foi comprado por Houdini de um mágico aposentado, seu amigo Max Berol. A lousa não tinha qualquer preparação especial – o truque estava nas esferas de cortiça. Inicialmente quatro esferas eram apresentadas a um voluntário da plateia (ou a Doyle, no caso) – e qualquer uma delas podia ser aberta com uma faca, examinada etc. Então, outra era colocada na tinta. Após escrever sua frase e voltar com o papel no bolso, o voluntário tinha que retirar a bola da tinta com uma colher e colocá-la sobre a lousa. Enquanto se distraía na tarefa, o mágico ou um assistente retirava o papel de seu bolso e o trocava por outro dobrado, em branco. A bolinha já havia sido trocada por outra com um recheio de mental, e era então manipulada por um imã, à distância.

Ao final, o mágico pedia o papel com a palavras escritas. O sujeito impressionado entregava-o ainda dobrado, e o ilusionista habilmente o trocava novamente pelo papel original.