O interesse pelo santo começou quando tomaram contato com seu livro “Quod vera ex significatione lapides sacculi”.

(Foto: Samuel Zeller / Unsplash)

Esse mês é dedicado à glorificação de Anquilostomus Honoratus da Silva e Silva, o São José do Saco, padroeiro das sacolas recicláveis de supermercado. A História canônica, baseada nos escritos apócrifos da “Paixão de Zé do Saco”, relata que ele foi conscientizar moradores no bairro de Higienópolis e acabou sendo martirizado.

O interesse pela causa de São José do Saco começou quando um grupo de letrados em latim tomou contato com seu livro “Quod vera ex significatione lapides sacculi” (O verdadeiro sentido da sacola) e tiveram a iniciativa de levá-lo a diversos arquidioceses e mosteiros para palestrar sobre o tema.

Sua pregação doce e angelical, porém firme e recheada de palavrões, sobre a erradicação daquele artesanato demoníaco (daemoniacae artis) foi conquistando cada vez mais almas pelo país. Os anais da época dão conta de que Anquilostomus Honoratus logrou levar milhares de subempregados até a Praça da Sé onde ouviram sua antológica Fala Aos Catadores de Lixo (Purgamentum init et loquere quaestores aerarii).

José foi eliminado por pregar o uso das sacolas de algodão cru. Por causa disso, grande foi o número de moradores do bairro de Higienópolis que se converteu à melhoria do Meio Ambiente. O fato incomodou os poderosos do Distrito. Então, José foi vítima de uma emboscada. Vários estudiosos das Escrituras acreditam que o beato foi morto por sufocamento numa sacola plástica em frente à praça Buenos Aires.

Para que não houvesse rebelião de seus correligionários e seguidores, as autoridades negociaram que as sacolas plásticas seriam utilizadas apenas em dias úteis e fins de semana; e as de algodão cru no Dia de São Nunca.

Desde então peregrinos de todas as regiões vão às compras em massa nos supermercados no dia 31 de fevereiro.

Após seu passamento, o papa escreveu uma bula concedendo indulgência – e descontos progressivos na compra de sacolinhas recicláveis em grandes redes – a todos aqueles que rezarem em seu túmulo com uma sacola reciclável enfiada na cabeça.

Jaculatória a São José do Saco

(Para ser rezada em grandes aflições ou em casos desesperados no interior de supermercados)

São José do Saco, eu vô-lo rogo me trazer paciência visível quando uma caixa de supermercado me oferecer uma perniciosa sacola plástica. E ainda por cima me cobrar dez centavos por ela. Eu vos prometo, bem aventurado São José do Saco, não cessar de honrar-vos, como meu especial e poderoso Padroeiro e farei quanto possa para espalhar pelo mundo as sacrossantas sacolas recicláveis de algodão cru. Amém!