(Foto: Ray Hennessy – Unsplash)

Prezado Mr. Jack Dorsey – CEO do Twitter:

Sou tuiteiro de primeira água e hoje possuo mais de 4500 seguidores. Posto aforismos, máximas e epigramas no perfil “Casteladas”.

Agora em outubro, Mr. Dorsey, decidi fazer uma campanha para aumentar meu número de seguidores. Tudo oficial, via o seu Twitter. Fui até o setor chamado Twitter Ads e ali setei um valor acessível às minhas possibilidades. Antes, preciso confessar algo ao senhor: a facilidade que alguém tem para escrever, em 140 caracteres, sobre “o que está acontecendo” é inversamente proporcional a planejar uma campanha de seguidores no Twitter Ads.

O sistema não é nada, como vocês dizem, “friendly”. Contudo, apesar de todos os obstáculos, achei que havia conseguido finalizá-la.

Admito que os seguidores foram chegando com rapidez, o que me deixou bem contente. A surpresa maior, entretanto, veio no dia seguinte. Recebi uma cobrança do senhor, via celular, 600% maior do que a setada no Twitter Ads.
Logo na sequência fiz um “print screen” do valor que combinei com sua corporação, cancelei a campanha de seguidores, e mandei um e-mail ao seu Suporte. A resposta não tardou. Parabéns, Mr. Dorsey, pelo agilidade de seu Atendimento Ao Cliente. O desagradável, em minha opinião, foi o conteúdo dos esclarecimentos. Veja abaixo com seus próprios olhos:

Olá,
Agradecemos o seu contato. 
Pedimos desculpas pelo inconveniente e levaremos a sua opinião em consideração. Entretanto, como o erro não foi gerado pelo sistema, não poderemos efetuar um reembolso.
Nossos agradecimentos,

Atendimento do Twitter Ads

Tudo bem, o erro pode não ter sido DIRETAMENTE gerado pelo seu sistema. Mas pode ser sido criado INDIRETAMENTE pela inoperância (para leigos como eu) dele.

Como o tom de seu Suporte é a de um robô mau humorado do Guerra nas Estrelas, optei por narrar o acontecido ao aplicativo Reclame Aqui. Pois não é, Mr. Dorsey, que esse combativo órgão de defesa ao consumidor me revelou que o Twitter nunca respondeu à nenhuma queixa de um cliente?

Como é que uma ferramenta que se diz social pode fechar a porta na cara de seu público assim? Lembro-me de Biz Stone dizendo em uma de suas palestras no Brasil que o Twitter havia ajudado técnicos do governo americano a mapearem um grande tremor de terra. Para isso, eles usaram as postagens do seu Passarinho (com todo respeito, Mr. Dorsey), criaram um gráfico e salvaram-se muitas vidas.

Por essas e por outras, eu era 100% fã de sua empresa, sabia? Mas agora, depois que talvez eu morra com 600 % de prejuízo (e mais as cobranças desautorizadas que sua corporação continua fazendo em meu cartão), quero que o senhor, seu Passarinho e seus bilhões de dólares vão para o inferno. E que lá não tenha wi-fi, nem 4G.

Atenciosamente,

C.C.