Quando o juiz apitou o final do jogo contra a Argentina, confirmou-se aquilo que toda uma nação aguardava ansiosamente durante meses: o Brasil era mesmo hexacampeão do mundo.

Valera cada palavra do hino cantado a capela. Valera cada minuto de sufoco em prorrogações, disputas de pênaltis. Valera – uma a uma – cada lágrima derramada pelos aguerridos atletas nos gramados brazucas.

Agora era soltar o grito. Ver Sepp Blatter se curvar diante daqueles que ainda sabiam fazer tremer as redes dos adversários.

E Blatter assim o fez.

O país então explodiu numa imensa onda verdeamarela de euforia. Como era bonito ver o enorme carro de bombeiros com Felipão, Neymar, Fred, Hulk, David Luiz, Dani Silva acenando à massa tresloucada de emoção.

Depois, o avião com a pintura dos Osgemeos aterrissando em Brasília, o capitão Thiago Silva descendo as escadas e mostrando a taça que agora ficaria por essas plagas pelos próximos quatro anos.

Aí a subida na rampa do Palácio do Planalto, todos as principais autoridades do país e do mundo reverenciando aquele grupo de vencedores, aquela comissão técnica que soubera imprimir um padrão técnico ao conjunto que agora recebia merecidamente o calor de sua gente.

E a festa não podia parar.

Era hora da seleção comemorar na noite do Rio de Janeiro. Um voo rápido até a Cidade Maravilhosa. E o oceano de cabeças os esperando na praia de Copacabana. O palco estava montado e o show-surpresa, promovido pela FIFA, não podia ser mais sensacional: ninguém menos que Paul McCartney, Ringo Starr, Eric Clapton e Elton John.

Ao final do espetáculo musical, uma “stravaganza” de fogos ainda maior que a do Ano Novo. O trio Felipão, Parreira e Murtosa sendo levado para as areias nos braços da multidão: beijos, mais beijos, crianças querendo fazer selfies em seus colos.

Pelé, Zico, Rivelino e Tostão descem de um helicóptero no Copacabana Palace e vêm dar o seu carinho aos novos gladiadores do Brasil.

Paul McCartney pede a camisa de Neymar. O  novo Edson Arantes do Nascimento – que acabara de ganhar o troféu de melhor jogador da Copa – a entrega autografada. Macca beija a camiseta molhada, ajoelha-se e chora.

Bem nessa hora, Podolski acorda do seu sonho. Está todo suado, dentro de um jato da Lufthansa, com a Copa do Mundo sobre os joelhos.

 

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