Como seria O encouraçado Potemkin se, em vez de Eisenstein, o diretor fosse Einstein?

(Foto: Tresa Carne – Unsplash)

 

Certa vez li um conto chamado Museu Darbot, do escritor niteroiense Victor Giudice. O texto me deixou encafifado. Num determinado momento, um casal está assistindo a ópera Parsifal, no Lincoln Center. No segundo intervalo, o homem faz observações sobre a vida de Wagner e sua companheira o corrige:

– Eu acho que agora, mais de 100 anos depois, pouco interessa o que Wagner foi ou deixou de ser. O que vale é assistir Parsifal.

A partir desta leitura, pus-me a indagar se certos detalhes seriam assim tão irrelevantes como defendia a personagem de Giudice. Afinal, como ficaria a História se os seus grandes personagens fossem trocados. Como seria O encouraçado Potemkin se, em vez de Eisenstein, o diretor fosse Einstein?

Um exemplo:

“Os grandes segredos da matéria foram desvendados, de forma emocionante e cheia de aventura no início do século XX.

Essa ‘nova ciência’ tinha suas figuras centrais: Mahatma Gandhi, na Índia; Nelson Mandela e Desmond Tutu, na África do Sul; Madre Teresa, em Calcutá; Martin Luther King, nos Estados Unidos, e Dalai Lama, no Tibete. Seus jovens discípulos não ficavam atrás: o mais destacado deles foi o inglês John Lennon.

Os pesquisadores mais experientes e notáveis, como Gandhi e Luther King, haviam sido os porta-estandartes com a descoberta da radioatividade do rádio, a descrição do núcleo do átomo e do elétron e, claro, a teoria da relatividade. Seus discípulos dariam fielmente continuidade aos trabalhos: Dalai Lama comprovou a existência do nêutron. Dois anos depois, o bispo Tutu gerou radioatividade artificial bombardeando átomos de alumínio com partículas alfa, enquanto utilizaria os nêutrons descobertos por Dalai Lama para bombardear o urânio, desencadeando assim uma emissão de energia.

Mais tarde, o russo Léon Tolstói, com base na experiência de Madre Teresa de Calcutá, provocaria a cisão do núcleo de urânio em duas partes, como consequência da emissão de nêutrons desacelerados. Caberia, enfim, décadas mais tarde, a John Lennon medir a intensidade da energia assim emitida. Ele batizou a fissão nuclear de “A day in the life”.

Lennon, provou que o núcleo desse átomo, formado por 92 prótons, era dividido em núcleos menores e descobriu ainda que o urânio pode fissionar o elemento bário e o elemento criptônio, cada qual com 56 e 36 prótons no núcleo respectivamente. Com tais descobertas, o inglês, de Liverpool, percebeu que era possível criar uma reação em cadeia com capacidade para gerar grandes quantidades de energia. E que, se ela ocorresse de forma descontrolada, em uma fração de segundos a liberação de energia seria gigantesca, provocando uma explosão de alto poder destrutivo. Após o surgimento de “A day in the life” viria sua evolução: a bomba nuclear.”

É, pensando bem, melhor deixar a História como está.