Você acredita em insight ou “sopro do anjo”? Sabe aquela ideia que do nada chega a sua mente, mesmo sem você estar pensando em algum assunto semelhante? Hoje eu acordei assim. Não sei se foi alguém na minha orelha ou se o Stitch falou baixinho: “atestado de saúde”.

Foto: Luiza Cervenka

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O atestado de saúde da vinda vale para a volta?

Não! Se eu já tive dificuldade para conseguir as informações no Brasil, imagina nos EUA, onde tudo é em inglês. O primeiro local que fomos hoje foi um hospital veterinário. Quem sabe lá eu conseguisse essa resposta.

Foto: Luiza Cervenka

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A recepcionista não sabia e passou para a auxiliar, que disse que achava que o atestado brasileiro era suficiente, mas passou para a técnica em veterinária. Finalmente me deram o telefone do USDA, que é o órgão que cuida da documentação para viajar com animais.

No USDA, expliquei a situação umas três vezes até alguém saber exatamente o que deveria ser feito: um novo atestado de saúde e agendar um horário no USDA para fazer o documento. Não importa quando tenha sido feito o documento do Brasil. Para sair dos EUA para qualquer outro país, é necessário ter esse novo atestado e documento.

Em Brickell

Foto: Luiza Cervenka

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Para relaxar, fomos almoçar no restaurante Tamarina, que fica no bairro Brickell, e tem um espaço pet friendly. O Stitch falou que da próxima vez ele vai de gravata, para se sentir mais próximo dos frequentadores do local. Um pessoal bem chique.

Foto: Luiza Cervenka

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Ao lado do restaurante descobri o Mary Brickell Village, que é um mini shopping aberto, cheio de lojas e restaurantes pet friendly. Até a barbearia tem área externa para ficar com o peludo. Nesse local, encontramos o Alexandre Contreras da DogApy (se lê dógapi). Ele é técnico em veterinária, trabalhou bastante na área, fez curso de massagem canina e hoje trabalha com recuperação de cães com dificuldade de locomoção ou pós-operatório.

A DogApy começou em 2009. O primeiro caso já foi excepcional: um cão em pós-operatório que voltou a andar no segundo dia após a cirurgia. Nem o cirurgião acreditou. O cão só melhorou a medida que o tratamento avançou. “O mais comum é trabalhar com cães idosos. Mesmo sabendo que eles não vão viver muito, temos que fazer tudo o que está ao nosso alcance para dar qualidade de vida.” comentou Alexandre.

O Stitch nessa hora se aproximou do massagista e pediu uma amostra grátis. O resultado você confere nesse vídeo.

Depois de todo esse relaxamento, fomos a consulta veterinária para adquirir o atestado de saúde. O hospital veterinário é bem diferente do Brasil. Começa com uma triagem feita pelos técnicos e só depois o veterinário aparece. Por conta disso, demora um pouco mais. Olharam orelhas, dentes, olhos, auscultaram o coração e mediram a temperatura do Stitch.

Eles queriam fazer novas vacinas, colocar microchip e dar vermífugo e antipulga para o Stitch. Precisei explicar que a vacina ainda estava válida e que a única que é obrigatória no Brasil é a antirábica. Não é obrigatória a colocação do microchip e eu dei vermífugo e antipulga antes de viajar.

Foto: Luiza Cervenka

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Tudo o que eu falava, eles saiam, confirmavam e voltavam. Descobri que o vermífugo é válido por 15 dias, nesses casos de viagem. Por isso, se sua viagem durar mais de 15 dias, você terá que dar outra dose.

Depois de quase uma hora no hospital, me deram os papeis para que eu possa ir ao USDA. Para isso, cobraram U$ 106,30 + taxas. Se roupa aqui nos EUA é mais barata do que no Brasil, serviços como médico e veterinário são bem mais caros.

Agora vou ao USDA e volto aqui para contar mais para vocês. Pelo visto a burocracia não existe apenas no Brasil.

Para mais fotos e vídeos, basta seguir @luizacervenka no Instagram.