Foto: Luiza Cervenka

Foto: Luiza Cervenka

Antes de irmos para Aventura, aproveitei que o anfitrião Jose Leon estava em casa, e questionei se ele já havia recebido cães como hóspedes. Mesmo aceitando pets, ninguém havia o procurado com esse objetivo. O Stitch foi o primeiro.

Quando estávamos fazendo a mala para mudar de bairro, a cachorrinha do Jose, a K.C, ficou cabisbaixa. Parecia que ela estava sentindo a despedida do Stitch. Mesmo um ignorando o outro, os dois se completaram. A KC, que também é velhinha, emprestou a caminha dela pro Stitch, que em retribuição deixou comida para ela as duas noites que passamos lá (normalmente ele come tudo).

Com o coração apertado, seguimos em direção ao Residence Inn em Aventura. Mas eis que de repente, encontramos uma loja do PetCo (mais um petshop grande) e entramos para conferir os produtos. O preço é bom e há alguns produtos que não tem na PetSmart e na PetSupermarket (as três marcas são as maiores dos EUA). Qualquer uma das três lojas vale a pena, nem que seja para visitar. Pude observar que, nos EUA, há mais opções de brinquedos para gatos do que no Brasil. Para cães, o que difere é alimentação e fantasias para os pequenos.

Ao lado do PetCo, havia um supermercado. Quando eu estava planejando a viagem para Miami, me informaram que cães podem entrar nas farmácias, mas não podem entrar em supermercados. Claro que eu fui testar. Realmente em farmácias não há o menor problema. Nesse mercado que eu fui, chamado Publix, pudemos passear e fazer algumas comprinhas. Talvez seja pelo fato do Stitch estar no carrinho. Mais um benefício de estar sobre quatro rodas.

Foto: Luiza Cervenka

Foto: Luiza Cervenka

Quando chegamos ao novo Hotel, recebemos um selo magnético para colocar na porta do quarto, com os dizeres: “Pet in suite”. Assim, todos, inclusive a faxineira, sabem que ali tem um pet. Achei muito sagaz essa regra. Nunca tinha visto em outro hotel.

Bark at the Park

Foto: Luiza Cervenka

Foto: Luiza Cervenka

Depois de descansar, fomos dar uma olhada no Bark at the Park que ocorreu no Marlins Park. Este evento acontece todo ano, no primeiro domingo de agosto. É um jogo de baisebol comum, onde cães são aceitos em um andar específico, longe das bolas. Para participar, você deve ter um ingresso de humano e outro de cachorro.

Foto: Luiza Cervenka

Foto: Luiza Cervenka

Antes de adentrar o estádio, é obrigatória assinar um termo que o cão está vacinado e livre de parasitas. Junto com o documento, você recebe as dez regras do evento. Uma delas o Stitch não cumpriu: “Não traga cães que tenham medo de multidão ou que não sejam sociáveis com outros cães”. Ele latiu para todos os cães que passaram. Mas eu entendo, ele estava fazendo jus ao nome do evento.

Foto: Luiza Cervenka

Foto: Luiza Cervenka

Lisa, uma das voluntárias, contou que a iniciativa começou há 12 anos, com a parceria entre o time Marlins de basebol e o Human Society of Broward Country, um abrigo de animais. Já virou uma tradição e muitos cães aguardam ansiosos por esse dia. Dá para ver, pois todos estavam animados e vestidos de acordo com a ocasião: uns com a camisa do time Marlins e outros de fantasia. Um programa para a família inteira poder curtir. E esse não é o único, há um calendário extenso de eventos para cães em Miami.

Outlet com cachorro

Aproveitei que estávamos nas redondezas e demos uma passadinha no Dolphins Mall (outlet). Assim como eu, todos os outros turistas e moradores de Miami foram às compras. Mesmo muito cheio, pude fazer compras com tranquilidade, acompanhada pelo Stitch. O único problema foi quando eu quis comprar coisas que precisavam de carrinho. Não consegui levar o carrinho de compras e o Stitch ao mesmo tempo. Ir às lojas de roupa é mais fácil.

Apesar de parecer estranho, é bem possível curtir os outlets de Maimi com o peludo. Em uma das lojas de departamento, dentro do shopping, encontramos outro cachorro fazendo comprar com seu dono. Todos na maior tranquilidade.

Muito cansados, voltamos para o hotel. Agora é descansar que ainda tem muita coisa para conhecer!