Marie Mundaca/Creative Commons

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Dizer que o Brasil está em crise não é nenhuma novidade. Muitas pessoas estão perdendo seu emprego ou reduzindo o salário. Mas isso não é problema para quem gosta de cães e gatos!

No mercado pet, há oportunidades para todos os perfis: especialista na área de animais, formados em qualquer área, com dinheiro para investir, sem investimento, com dedicação exclusiva e até para pessoas que têm só um período livre e querem reforçar o orçamento da família. Mas em todos os casos, o mais importante é gostar de cães e gatos. Melhor se tem ou se já teve contato com os peludos.

 

Adestrador

janeannv/Creative Commons

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O mais comum, para quem quer lidar com animais, é entrar para o mercado pet como adestrador. Mesmo sem experiência, alguns cursos prometem transformar qualquer pessoa em encantadores e doutores de cães e gatos. Calma! Nem tudo é tão fácil assim.

Muitos dos cursos oferecidos para quem quer ser adestrador, se aproveita da ansiedade por trabalhar e ganhar dinheiro. Porém, entender do comportamento do animal pode não ser tão simples. É importante buscar cursos com maior duração, que ensinem algo além dos comandos básicos (senta, deita, dá a pata, fica).

Uma opção é buscar franqueadoras. Além de ter um suporte técnico e divulgação do serviço, cursos e aperfeiçoamentos são oferecidos. Não é necessário ter estabelecimento físico e nem se preocupar com funcionário. Mais do que um emprego, essa pode ser a oportunidade dos sonhos para quem sempre desejou trabalhar com os peludos.

Há algumas empresas de adestramento conhecidas, que aceitam fraqueados. Primeiramente, é preciso ir a uma palestra de apresentação. Se o modelo de negócio interessar, o candidato faz prova prática, teórica e de aptidão. Aprovado em todas essas etapas, fica apto a fazer o treinamento profissionalizante, que custa, em média, R$ 4.000,00. Após ser aprovado no treinamento, já é possível trabalhar na área, como adestrador. Todo esse processo leva, mais ou menos, seis meses, até poder atuar profissionalmente.

A franquia custa, ao todo, R$ 9.000,00, sendo que quatro mil do curso e os outros cinco mil a ser pago após iniciar o trabalho de adestrador. Porém, todo mês é necessário fazer o pagamento de royalties e fundo de propaganda, que, somados, custam 30% do faturamento mensal.

Nesse modelo, o ideal é que haja uma dedicação exclusiva para que tenha um faturamento interessante. Em média, com vinte e cinco aulas semanais (cinco horas por dia), o faturamento do adestrador pode chegar a R$ 9.000,00.

“É importante que o franqueado continue o desenvolvimento técnico e se aperfeiçoe. Para isso, premiamos os melhores profissionais e fazemos uma pesquisa de satisfação com o cliente” aponta Daniel Svevo, sócio da Cão Cidadão.

Pet Sitter (babá de pet)

spilltojill/Creative Commons

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Quando os donos vão viajar e não querem deixar o pet em hotéis ou na casa de amigos, podem chamar uma pet sitter para cuidar do peludo em casa, sem necessidade de mudanças na rotina. Cães agressivos, medrosos ou apegados a casa também são casos para as pet sitters.

Não é necessário ter formação na área, para se tornar uma pet sitter. Basta buscar uma empresa idônea e se filiar ou fraquear. Assim como para adestrador, é necessário que o interessado assista a uma apresentação, passe por um curso, faça provas e entrevista, para poder se tornar uma pet sitter. Mas neste caso, os valores desembolsados são menores. A franquia custa R$ 4.500,00, sendo 50% no dia do treinamento e o restante após o início do trabalho. Os royalties também giram em torno dos 30%.

“Para ser pet sitter não adianta gostar só de cachorro. Muitos donos de gatos buscam esse serviço. Se a pet sitter atender só um nicho, perderá muito trabalho. Se souber cuidar de silvestres, ainda melhor” sugere a médica veterinária Andressa Gontijo, sócia da My Pets Nanny.

Dog Walker (passeador)

Kristine Paulus/Creative Commons

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Uma profissão super comum nos EUA e em países da Europa, está virando febre no Brasil. Cada vez mais os humanos querem ter cães de estimação, mas sem tempo para aquele necessário passeio. Nessa hora entram os dog walkers.

Assim como no caso dos adestradores, não basta pegar cães e sair para passear. É importante ter uma noção básica de comportamento, cuidados e primeiros socorros. Se você adora cachorro e curte uma boa caminhada, esse é seu negócio, independentemente da sua formação!

Busque empresas que ofereçam cursos, mesmo que seja online. Isso passa credibilidade ao cliente e facilita a propaganda boca a boca. Se filiar ou associar a empresas já existentes, pode facilitar o ganho de clientela e a divulgação do trabalho.

“O perfil do cliente que busca o serviço de dogwalker mudou, estão mais exigentes. Trabalhar como passeador é uma ótima oportunidade , mas não é para qualquer um. Pode parecer simples, mas é uma profissão de risco, requer muita responsabilidade e aperfeiçoamento contínuo” reforça Carolina Rocha, CEO da Pet Anjo.

Banho em domicílio

TheGiantVermin/Creative Commons

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Dar banho em um cachorro pequeno e de pelo longo, pode ser feito até no tanque. Mas e quando o pet é grande, não para quieto no banho ou se estressa muito no pet shop? Chame o santo da paciência e contrate o banho a domicilio. Há diversas opções, desde furgões (pet shop móvel) até profissionais que se adequam a estrutura que há na casa do cliente, para dar o banho.

Mais uma vez, é importante que haja um conhecimento prévio de pelagem, produtos e comportamento para atender da melhor forma. Empresas de cosméticos para pets e até pet shops oferecem esse tipo de curso.

O gasto inicial vai depender do tipo de material utilizado, o qual varia de R$ 500,00 (banho na casa do cliente) a R$ 70.000,00 (pet shop móvel) .

Pet Shop

Phillip Pessar/Creative Commons

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Abrir um pet shop nem sempre é fácil, ainda mais para quem não é da área pet. Por isso, há possibilidade de comprar franquias de marcas já bem estabelecidas no Brasil e exterior. Ao contrário das micro-franquias citadas anteriormente, esta opção exige um capital maior. Porém, o lucro compensa.

Os valores iniciam em R$ 300 mil, a depender do tipo de negócio, produtos e tamanho da loja. É preciso ter um perfil empreendedor, com noção de negócios, além de passar por cursos e treinamentos.

“De cada 10 pet shops que abrem, sete fecham em menos de dois anos. Mesmo com o crescimento do ramo pet superando 10% ao ano. Nem todos estão preparados para investir no setor pet” alerta Rodrigo Albuquerque, sócio da PetLand.

Hospedagem domiciliar

Crazybananas/Creative Commons

Crazybananas/Creative Commons

Depois de ler tudo isso, se você estiver se perguntando “mas eu não tenho dinheiro para investir, moro numa casa boa e amo animais. Como ganho dinheiro?”. Resposta: hospedagem domiciliar.

Você pode trabalhar em casa ou estar disponível no mercado. Hospedar um cão pode ser mais tranquilo, sem custos e extremamente divertido. Não importa se você já tem um pet ou se quer aproveitar para ter um amigo que late. Você pode começar hospedando o cachorro da vizinha ou da amiga. Todavia, o melhor a fazer é se cadastrar em algum site de hospedagem pet. Tipo um Airbnb para cães e gatos.

Você entra no site, responde algumas perguntas, coloca fotos da sua casa, conta sobre sua experiência com pets (mesmo que só como dono) e marca a entrevista. Se você for aprovado, já pode começar a receber peludos fofinhos na sua casa.

Há anfitriões que chegam a ganhar R$ 4.000,00 por mês só com a hospedagem. Esse valor depende de quantos cães você aceita receber por vez e o bairro que mora.

“É importante lembrar que o primeiro motivo para se dedicar a ser anfitrião não pode ser o dinheiro. Antes de tudo, o candidato deve gostar muito de animais e ter tempo para cuidar deles” ressalta Eduardo Baer, CEO da DogHero.

Agora é só escolher o que melhor se adapta a seu perfil e abraçar a profissão dos sonhos! Em tempos de crise, muitas pessoas estão optando por trabalhar com os animais.