play4smee/Creative Commons

play4smee/Creative Commons

Março é o mês internacional de cuidado e prevenção das doenças renais. Você sabia disso?! Como tem o outubro rosa (câncer de mama) e novembro azul (câncer de próstata), agora foi lançada a campanha março amarelo – amarelar é amar. O que muita gente não sabe é que não são só os humanos que sofrem com o problema. A doença pode causar até a morte dos nossos amigos de quatro patas. Este problema é uma das principais causas das idas dos felinos ao veterinário, e atinge aproximadamente 60% dos gatos idosos.

Para conscientizar os donos de pets sobre o problema e a importância do diagnóstico precoce da doença renal crônica (DRC), evitando, assim, a evolução do problema e o sofrimento do animal. O foco principal da campanha é a saúde dos felinos, já que a incidência da doença nos gatos é alta e seus donos não têm o costume de levá-los periodicamente ao veterinário.

Os check-ups periódicos são fundamentais para a detecção da doença, já que a DRC é silenciosa e, por isso, perigosa. Os sintomas geralmente começam a aparecer quando a doença já está bem avançada. “Um gato com o problema, por exemplo, normalmente apresenta sintomas quando pelo menos 75% dos seus rins já estão sem funcionar, algo como se 2/3 dos rins não estivessem funcionando. Somente então podem passar a apresentar sintomas, os quais, muitas vezes, passam despercebidos”, sinaliza o Dr. Luciano Henrique Giovaninni, veterinário nefrologista da FMVZ/USP.

Se você tem um cãozinho, também deve ficar de olho. Apesar de mais comum em gatos, cães podem ter esse e outros problemas no trato urinário, como pedra na bexiga e infecção urinária.

Adam Schneider/Creative Commons

Adam Schneider/Creative Commons

Principais sintomas em cães e gatos

  • Perda de peso
  • aumento da sede
  • aumento do volume de urina
  • diminuição do apetite
  • diarreia
  • vômito
  • queda de pelo
  • urina com sangue

Como evitar?

Jennifer Aitkens/Creative Commons

Jennifer Aitkens/Creative Commons

Infelizmente a DRC e a formação de cristais nos rins e bexiga estão relacionados a fatores genéticos. Mesmo que você dê a melhor alimentação do mundo, seu peludo pode desenvolver problemas, principalmente na velhice.

A melhor coisa a se fazer é levar ao médico veterinário anualmente para um check-up com exames de sangue, para verificar as taxas de ureia e creatinina. Elas que dirão se o rim do seu pequeno está bem ou não.

O diagnóstico precoce diminui as chances de evolução da doença. Por isso, ao primeiro sinal dos sintomas, leve o animal ao veterinário. “Se houver qualquer suspeita da doença, o profissional realizará exames de sangue e urina, além de medir a pressão arterial”, complementa o Dr. Luciano.

O que fazer se ele tiver a doença?

Günter Hentschel/Creative Commons

Günter Hentschel/Creative Commons

Após a confirmação, é feito o tratamento, que sempre deve ser individualizado, levando em consideração o grau e a evolução da doença. Entre outras opções, o tratamento pode ser feito com medicamentos orais específicos que diminuem a perda de proteínas pela urina.

Também é importante controlar a alimentação do animal, já que dietas com muita proteína ou com grande quantidade de fósforo colaboram para a evolução da doença renal. A adequação nutricional pode ser feita pelo uso de ração comercial específica ou de dieta caseira balanceada, recomendada pelo veterinário.

Em casos de pedra na bexiga, a cirurgia pode ser a melhor indicação. Infelizmente, na área veterinária, não há tantas opções de intervenção renal, como no ser humano. Laser, por exemplo, ainda não pode ser utilizado no tratamento de pedras nos rins de cães e gatos.

Outros cuidados devem ser tomados. Alguns medicamentos devem ser ministrados com extrema necessidade, como os antiinflamatórios. As anestesias também devem ser indicadas com cautela. Afinal, um doente renal não terá 100% dos seus rins para metabolizar e excretar as toxinas.

Uma dúvida que ainda fica

Filip Maljković/Creative Commons

Filip Maljković/Creative Commons

O Dr Luciano salienta o aumento de casos de pedras nos rins em cães e gatos nos últimos anos. As pesquisas buscam entender a causa, mas não há nada conclusivo, por enquanto.

De qualquer forma, ficam as dicas do nefrologista: “mantenha seu animal sempre hidratado, exercite-o e dê alimentos de qualidade”.

Participe da campanha!

Foto: Cansei de ser gato

Foto: Cansei de ser gato

O Chico, do Cansei de ser gato, levanta a bandeira da campanha “Vai Amarelar?”. Se algum peludo já teve esse problema, poste nas redes sociais com a #amarelareamar e conte para os amigos sobre a importância de prestar atenção nessa doença tão silenciosa, que muitas vezes não tem cura.