Como escolher um passeador de cães?

Por Luiza Cervenka de Assis

15/03/2017, 12h04

   
PROSteve Guttman NYC/Creative Commons

PROSteve Guttman NYC/Creative Commons

Os cães precisam passear todos os dias. Mesmo que você more em uma casa enorme ou que o cão tenha um quintal para brincar. Ele precisa de exercícios e gastar energia fora do seu território. Mas como conciliar isso com a vida corrida e atribulada? Para esta demanda, surgiu a profissão de passeador. Muito comum em países como Argentina e EUA, os dogwalkers ganham as ruas para melhorar as condições físicas e psicológicas de cães, cujos donos não têm tempo para fazer o passeio.

Aqui no Brasil, a profissão ganhou notoriedade após a atriz Carolina Dieckmann viver a personagem Edwiges na novela Mulheres Apaixonadas, de 2003. Neste período, o mercado brasileiro já buscava por profissionais qualificados para caminhar com seus peludos. Foi com este intuito que Paulo Carreiro fundou a primeira empresa de passeadores do Brasil, a DogWalker, há 17 anos.

De lá pra cá, muitas coisas mudaram, incluindo a exigência dos tutores. “O tutor irá entregar seu bem mais precioso ao passeador. Não pode ser qualquer pessoa. Deve haver uma conexão entre o passeador, o cão e o tutor também. É uma relação de confiança” explica Paulo.

Ainda sem regulamentação e fiscalização, a profissão de passeador acontece de forma informal, até como um bico. Mas há aqueles que buscam diversos cursos para se diferenciar como profissional e ganhar mercado. “Com a competição entre a creche de cães e os passeadores, é necessário estar cada vez mais atualizado sobre técnicas de passeio, adestramento, primeiros socorros e até estética, para ter um diferencial e conquistar novos clientes” conta Paulo.

Nancy McClure/Creative Commons

Nancy McClure/Creative Commons

5 dicas para escolher o melhor passeador para seu cão

  1. Marcar um primeiro papo com o passeador é fundamental. Neste momento, você deve sanar todas as suas dúvidas, bem como perguntar a formação do profissional e forma de trabalho. Observe como ele trata seu peludo durante a conversa
  2. Pergunte onde o passeador costuma trabalhar e observe como ele trata os cães na rua. Verifique se ele trabalha sozinho ou em grupo. Quantos cães ele leva por vez? De que forma ele dá os comandos como senta ou espera?
  3. Peça referências de clientes do profissional. Pergunte a vizinhos ou até para o médico veterinário se ele tem referências do passeador
  4. Marque um passeio teste e observe como o profissional busca e entrega seu animal. Fique de olho no comportamento do peludo e se ele vai ficar feliz quando vir o passeador em um segundo passeio.
  5. Após um mês de passeio, reavalie o comportamento do seu cão, se ele está mais tranquilo, se passeia mais facilmente com você e se está mais sociável.

Passeador formal X informal

Nancy McClure/Creative Commons

Nancy McClure/Creative Commons

O passeador informal é aquele que faz bico. Um segurança da rua, por exemplo, que fica ocioso durante o dia e se oferece para passear com seu cão por um preço super acessível. Isso não quer dizer que ele não é a melhor opção. Tudo irá depender do seu objetivo e das necessidades do seu cão. “Pessoas que não têm tempo para levar o cachorro para um simples xixi, podem ser bem atendidas pelos profissionais informais. Porém, esse tipo de serviço não irá melhorar o comportamento ou deixar o cão melhor psicologicamente” complementa Paulo.

Se o intuito é que o cão seja mais sociável, gaste energia, fique relaxado ou tenha uma saúde psicológica mais estável, então você busca por um passeador formal. As técnicas aprendidas em cursos, farão a diferença no comportamento do seu cão, quando ele estiver com você, em casa ou na rua.

O tutor também pensa em confiabilidade na hora de contratar um passeador de cães. O publicitário Luis Otávio Fernandes tem três whippets: Carmela, Olívia e Ginger. Para ele, a contratação de um dogwalker passa pela habilidade e o carinho que o profissional tem com o cão. “Não dá para a pessoa estar com 200 cães na caminhada! O preço tem de ser justo, claro, mas, acima de tudo, a pessoa tem de amar cães da mesma maneira que eu amo”, reforça.

Diante da realidade e a necessidade de tantos tutores que não têm tempo para passear com seus cães, Guilherme Sawa Martinez usou a própria experiência como dogwalker para pensar e criar um serviço inédito que aliasse comodidade, confiança e carinho a partir de um site e um aplicativo celular. “A Dogme veio para oferecer um serviço de alta qualidade, feito por profissionais excelentes, que enfrentaram um processo seletivo minucioso”, revela. O site do Dogme está em funcionamento. Já o aplicativo estará à disposição a partir de abril de 2017.

Passeador ou creche?

Dogwalker Casa da Dogwal/Creative Commons

Dogwalker Casa da Dogwal/Creative Commons

Segundo Paulo, muita coisa mudou em 17 anos. O mercado de dogwalker migrou. “Na mesma época que surgiu o passeador, surgiu também a creche. Agora, teve uma nova explosão no número de creches. As pessoas tem mais possibilidade de escolha” lembra.

Ele ainda aponta que um bom passeador, hoje em dia, precisa ter grandes diferencias, como entregar o cão, após o passeio, já limpo, escovado e de unha cortada, por exemplo. Do contrário, ele perde para creche.

Porém, há muitas diferenças, entre um passeador e uma creche. Tudo irá depender do objetivo do tutor e das necessidades do cão. Dependendo da situação, a creche pode ser mais efetiva. Para ter a certeza de qual a melhor escolha, converse com o médico veterinário e faça testes com passeador e com uma creche de confiança. Tudo para deixar nosso peludo mais saudável e feliz!

Dogwalker Casa da Dogwalker - Brasil/Creative Commons

Dogwalker Casa da Dogwalker – Brasil/Creative Commons

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