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Pelos brancos no focinho e na cabeça, menos energia para brincadeiras e exercícios, olhos mais secos, todos estes são sinais de que o seu cão ou gato está ficando velho. A idade chega para todos, mas é importante preparar sua casa e sua vida para uma rotina diferente da que o pet levava quando era mais jovem.

Observar com atenção o animal e levá-lo ao especialista com regularidade são procedimentos essenciais para que ele mantenha a qualidade vida em qualquer faixa etária.

Assim como nós humanos, os pets também demonstram alguns sinais de que já estão entrando na fase idosa. Nesse novo cenário, é essencial que os cuidados sejam redobrados.

Segundo o médico veterinário da Petlove, Márcio Waldman, geralmente os bichos chegam à terceira idade por volta dos oito anos, mas esta faixa etária é apenas uma estimativa, pois cada animal apresenta as suas particularidades. “Cachorros de grande porte, por exemplo, usualmente adentram nesse estágio antes daqueles que possuem um tamanho menor, mas existem exceções”, completa o especialista.

Na velhice, as visitas regulares ao veterinário são importantes, pois somente um especialista conseguirá realizar um diagnóstico completo sobre as reais condições do animal e indicar os cuidados ou tratamentos necessários.

“Pets idosos precisam de uma alimentação específica. Para atender esta demanda, existem rações sêniors, que contêm menos calorias e carboidratos e se adaptam perfeitamente ao novo estilo de vida do animal. Além disso, é aconselhável respeitar os limites do pet para que certas patologias não sejam agravadas. E, caso note algo de diferente no comportamento do seu bichinho, consulte sempre um especialista”, finaliza Waldman.

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Exames

Se você, de tempos em tempos, deve realizar alguns exames, com o seu cachorrinho não poderia ser diferente. Um check up detalhado deve ser feito quando o peludo chegar à terceira idade.

Segundo a veterinária da Clinicão Monique Rodrigues, os exames se fazem importantes porque no terço final da evolução da vida do animal são comuns problemas dentários e gengivites, alterações cardíacas, diabetes, problemas hormonais, obesidade.

Parece a recomendação dada aos humanos. Envelhecer não é fácil para nenhuma espécie. Os avanços científicos aumentam a expectativa de vida de humanos e animais. Porém, é na fase final da vida que todas as extravagâncias cometidas ao longo da vida aparecem.

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Osteoporose

É comum surgir problemas ósseos em cães e gatos, seja pela idade do animal, pela má formação do esqueleto e até mesmo, pela alimentação inadequada. A osteoporose é caracterizada pela incapacidade do tecido ósseo em absorver o cálcio.

De acordo com a médica veterinária da Equilíbrio, Bárbara Benitez, os animais maduros e que tiveram má alimentação quando filhotes são os mais propensos a apresentarem a doença. “Os ossos que não receberam a quantia correta de nutrientes vão ficando porosos, o que resulta em desgastes e fraturas espontâneas”, explica.

A doença deve ser acompanhada pelo exame de Raio-X. As formas de tratamento variam muito, vão de suplementos vitamínicos à base de cálcio, fósforo e vitamina D, que promove a regulação destes minerais no organismo do animal, até compostos específicos para um determinado caso.

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Adapte sua casa para a velhice do seu pet

Para que o animal viva com qualidade de vida, é importante remanejar os locais que ele fica com mais frequência. Em casos de problemas ortopédicos, vale colocar tapetes emborrachados para evitar que o pet escorregue e para que ele se levante com facilidade.

“O uso de escadinhas adaptadas para que subam, por exemplo, no sofá ou na cama também ajuda nas limitações da idade, porque evita que ele se esforce muito e cause danos às articulações e coluna”, comenta a médica veterinária da Agener União, Dra. Karin Botteon.

Em caso de perda de visão, não é indicado trocar os móveis de local e colocar cheiros diferentes em cada cômodo para facilitar a localização com animal.

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Água em vários lugares da casa ajudam pets idosos

Segundo a Dra. Karin, outro fator que facilita o dia a dia de animais idosos é deixar água disponível em vários locais da casa. Isso porque animais com doenças renais, por exemplo, têm uma necessidade de se hidratar com mais frequência e também porque muitos deles deixam de se deslocar até os potes de água por dor ao se levantar ou para locomoção.

Se você tem um gatinho, a recomendação é que você adapte a caixa de areia. As bordas dela devem ser mais baixas para que não seja um obstáculo caso o bichano tenha algum problema ortopédico.

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Fique atento às mudanças de comportamento

Além de dormir mais e ter menos disposição, os animais idosos estão propensos a mais doenças do que os outros.

A maioria das enfermidades comuns em velhinhos muda o comportamento dos cães e gatos. É nessa hora que o tutor deve estar atento para que busque ajuda profissional.

“Urina e fezes fora do local habitual podem acontecer por conta de processos dolorosos, para que ele evite se locomover até o local, ou porque não conseguiu esperar até chegar lá. Beber muita água e se alimentar menos também são alguns sinais. Além disso, vômitos esporádicos e cansaço excessivo em brincadeiras ou passeios devem ser investigados pelo médico-veterinário”, destaca a profissional.

No caso de gatos, se eles deixam de subir em locais que costumavam gostar, pode significar possíveis problemas ortopédicos. Outra alteração comum em felinos e que deve chamar atenção dos tutores é a mudança da pelagem. Como os gatos mantêm a higiene do pelo como hábito regular, a presença de um pelo eriçado, mal cuidado e seco, pode significar falta deste hábito e também merece uma investigação mais profunda.

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Pegue leve nos exercícios do pet

Manter a frequência de atividade física é importante em todas as fases da vida, não só para estimular a cognição dos animais, mas porque mantém a saúde muscular evitando fraqueza e atrofia. Esses problemas podem se desenvolver pela falta de atividade. Não é pelo fato do seu peludo ter ficado mais parado e preguiçoso, que as brincadeiras e passeios devem ser abolidos.

Prefira passeios mais curtos, em horários menos quentes do dia, e mantenha as brincadeiras no limite da disposição do pet. Evite exercícios que exigem muito esforço muscular/ortopédico e físico.

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Mantenha uma frequência de visitas ao veterinário

O acompanhamento veterinário periódico com o objetivo de examinar o animal e coletar exames de rotina é fundamental. Nestes exames, o profissional conseguirá avaliar a saúde do animal e em caso de alterações, consegue ter um diagnóstico precoce, o que ajuda muito no tratamento de todas as doenças. A alimentação adequada para esta nova fase da vida também deve ser indicada pelo médico veterinário.