Foto: Cris Assanuma

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Você leu certo, as dicas hoje são para viajar com gato. Pode parecer improvável ou até impossível. Gatos normalmente tem fama de caseiros e mal humorados. Por isso, seus donos evitam viajar e levar os bichanos juntos. Além disso, gatos costumam ficar bem sozinhos, mesmo durante a noite.

Dicas para viajar com pet de carro

Como viajar com pet na cabine do avião

Para provar que é possível viajar sem estresse, convidei a blogueira felina Sayuri (@omg_sayuri) para passar alguns dias na minha casa, no interior de São Paulo.

Foto: Luiza Cervenka

Foto: Luiza Cervenka

Segredos para uma viagem feliz

  1. Quando fiz o convite, a tutora da Sayuri já deixou a caixa de transporte, para ela dormir e se sentir a vontade.

    Foto: Cris Assanuma

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  2. Foi preciso ir ao médico veterinário, fazer um check up. É importante fazer isso antes de qualquer viagem, ver se as vacinas estão em dia, bem como o antipulgas. Este é o momento de consultar o veterinário sobre a necessidade (se desejar) de utilizar um calmante para a viagem.
  3. A mala foi a parte mais importante! Cobertor favorito, casinha, comida, pote de água, petisco e brinquedos devem compor a bagagem. Se tiver espaço (o que não tínhamos), leve a caixa de areia com o granulado sanitário preferido.

    Foto: Cris Assanuma

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  4. Antes de embarcar no carro, a Sayuri brincou bastante, para poder dormir durante o trajeto, e ficou duas horas em jejum, para evitar enjoos.
  5. Durante a viagem, a tutora da Sayuri ficou grudadinha, acalmando a filhota felina a qualquer possível estresse. Se não tiver essa possibilidade, prenda a caixa de transporte no cinto de segurança.
  6. Na hora da chegada, a adaptação foi lenta. A primeira coisa foi deixar a caixa de transporte em local acessível, para que Sassá pudesse ter um porto seguro. Depois mostramos o local da caixa de areia, água e comida. No primeiro dia, ela só ficou no quarto. A medida que estava mais a vontade, liberamos o resto da casa para ela explorar.

Importância de usar plaquinha de identificação

Nem tudo são flores

Foto: Cris Assanuma

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Viajar com gatos é possível, mas nem sempre é fácil. Os bigodudos demoram um pouco mais para se adaptarem que os cães. Por isso a importância de levar o máximo de coisas que ele já esteja acostumado. Alguns gatos não comem se não for no potinho deles. A mesma coisa pode acontecer com a água. Como é uma espécie muito seletiva, qualquer cheiro novo, pode fazer com que eles rejeitem a comida e a água.

O mesmo pode acontecer com o banheiro. Como não tínhamos muito espaço no carro, emprestei para a Sayuri uma caixa de areia (lavada, higienizada, super esterilizada) dos meus gatos. Ela entrou, cheirou, cavou várias vezes, mas nada de fazer as necessidades. Além do cheiro diferente, o tamanho da caixa era menor do que àquela que estava acostumada.

Aguardamos 24h após a chegada. Esse era o limite para ela usar o banheiro. Se ela não fizesse nada, iríamos levar ao veterinário. Acho que a Sayuri sentiu a preocupação e (finalmente!) usou o banheiro que tinha.

Adaptação com outros animais

Foto: Cris Assanuma

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Eu tenho dois gatos, os quais são sociáveis e aceitam visitas, sem problemas. Mas a Sayuri não é assim, muito simpática. Acostumada a interagir com cães, a visitante peluda não gostou dos moradores de quatro patas. Não no primeiro momento.

Para resolver isso, deixamos a gata bufante no quarto, até ela se ambientar. Já mais tranquila, com ela na guia, deixamos que explorasse o resto na casa. O final do passeio foi em uma cama suspensa, na qual ela pudesse observar todo o movimento da casa. Cansada e calma, Sayuri ganhou petiscos e dormiu, enquanto os humanos assistiram filme.

Foto: Cris Assanuma

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Sem forçar a situação, aos poucos, Sayuri está mais sociável (desde que não roubem a comida dela) e solta. Mas se algo lhe assusta, corre para seu quarto/porto seguro. Agora quero ver se ela vai querer voltar para casa! Até gatos gostam de sair para conhecer novos ares.