Nesta sexta-feira, 25, dois dos mais importantes desfiles de Milão e, por consequência, da temporada de lançamentos de moda para o Verão 2016 internacional já aconteceram e, possivelmente, há uma correlação neles: força nos detalhes das roupas; uma peça não é uma peça, não é apenas uma peça, pronto e acabou. Gucci e Prada elevam o rebuscado, no melhor dos sentidos, cada um à sua maneira, a outra potência muito além da enésima com suas novas coleções.

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Gucci

No terceira coleção assinada por Alessandro Michele para a Gucci, o diretor criativo traz tanta preciosidade a cada peça que entra na passarela, cheias de decorativismos, com desenhos que aparecem em locais inusitados, trompe-l’oeil, em mistura de materiais, texturas, estampas, num patchwork de romance -inspiração da coleção- que encanta muitas mulheres. Até a sua estética vintage, que pode ter causado estranheza na antiga mulher da marca, agora soa leve, pois são tantos detalhes a serem vistos que nem dá tempo de sentir algum  ranço. A moda aplaude de pé a nova Gucci, de preferência com sapatos altíssimos ou com os novos mocassins de salto e pérolas, luvas de couro douradas e as bolsas mais chiques e praticas da estação.

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Prada

Em contrapartida, a Prada também não inova em shapes e modelagens, mas na imagem composta e na construção dos looks, basicamente novos tailleurs com jaquetas e saias feitas em degraus, que recebem profusão de acessórios -até brincos de esferas tem para brincar com a geometria proposta-, listras de diversas categorias, tamanhos e padrões, mix de cores improváveis que dão super certo, tecidos que flutuam e as entradas finais com enormes paetês brancos, provam por A + B que uma roupa não pode ser apenas uma roupa em 2015. Vender é preciso! E, para causar o tal impulso da compra, tentar descobrir o que é cada uma daquelas peças faz parte do jogo.

Fotos: reprodução
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@caropita