Dois grandes assuntos ganharam força imensa nesta Paris Fashion Week, que termina na quarta-feira, 9: a Dior sem Raf Simons e a Lanvin sem Alber Elbaz. É a primeira temporada em que as duas marcas mudam suas direções criativas, depois do sucesso de conceito e vendas com esses nomes à frente das empresas.

A saída de Simons da Dior mostrou claramente que a label precisa encontrar seu rumo. Faltou a modernidade do estilista belga, a atitude de outros que passaram por lá e a apresentação ficou quase sem novidade. Nada parecia novo como antes; nada parecia fresco. O desfile parece feito de básicos muito bem confeccionados é verdade, e Lucien Meier e Serge Ruffieux construíram uma imagem forte, com a beleza bem marcada. Não usaram à exaustão os arquivos do New Look, de 1947, o que ajudou muito. É um refresco sim, e até novos direcionamentos que podem fazer da Dior um nome a se esperar novamente a cada nova apresentação.

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Na Lanvin, a imagem no desfile passou pelo mesmo processo. O show não trouxe aquela imagem fortalecida da mulher Lanvin. Com bons separates, sem dúvida, a imagem não fica nem lá nem cá e parece faltar criatividade. Talvez pode ser um primeiro momento, caso citado acima, onde nossas cabeças ainda tem muito forte e impactante as imagens criadas por mais de 10 anos por Elbaz. Provavelmente, Dior e Lanvin encontrem seu caminho fashion nas próximas edições. Esperamos!

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@caropita
Fotos: reprodução