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Uma notícia de embrulhar o estômago estragou o dia de muita gente, nesta quinta (26). Trinta homens aparecem em um vídeo na internet, estuprando uma menina de 17 anos, no Rio de Janeiro. Não precisa ser mulher para se indignar, mas – para uma mulher – acompanhar este tipo de notícia é dilacerador. Todos os dias uma de nós é estuprada. Quem será a próxima?

Do outro lado, duas ações que vi pela internet nesta semana fazem alguma justiça – a reportagem “A novinha é apenas uma criança” e a campanha do Estadão sobre músicas de violência à mulher.

Juntando tudo: Músicas que incitam a violência contra a mulher e a sexualização precoce de crianças e adolescentes, chamadas de novinhas. “As novinha tão sensacional”. NÃO é novinha! É criança. É adolescente.

A reportagem mostra um levantamento realizado pelo Pornhub, onde teen (adolescente) é um dos termos mais procurados do mundo em pornografia na internet. Também fala do comportamento fora das telas, onde crianças usam roupas de adultos.

“Antes mesmo de desenvolverem suas próprias identidades, entendem que só terão valor perante à sociedade quando estiverem dentro de uma série de padrões de beleza e sensualidade impossíveis de serem atingidos”, diz a matéria.

O resultado são meninas com baixa autoestima, totalmente vulneráveis a uma sociedade machista e opressora, com seus direitos totalmente violados – além de meninos criados dentro de uma cultura do estupro, para serem machistas e violentos, para não saberem valorizar as mulheres.

Esses direitos são garantidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e devem ser respeitados, como saúde, liberdade, respeito e dignidade! Não à violência de gênero em qualquer idade! Ela não é novinha! Deixa ela em paz!