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Além da família, as escolas são os principais espaços de convívio social de crianças e adolescentes, mas muitas vezes as instituições de ensino não assumem plenamente seu papel de preservar os estudantes.

Se o termo bullying entrou para a pauta há pouco tempo, outros tipos de violência, como machismo, homofobia, preconceito contra deficientes e até violência sexual são pouco abordados em projetos que envolvam escola, criança e família.

É certo que cada comunidade escolar deve encontrar caminhos para lidar com suas próprias questões, mas o primeiro passo é sempre abrir suas portas para os diversos atores do sistema de garantias de direitos.

Profissionais como psicólogos, conselheiros tutelares e assistentes sociais podem contribuir para o desenvolvimento de um diálogo mais aberto a respeito das necessidades integrais dos estudantes. O envolvimento dos familiares na vida escolar dos filhos também é essencial.

Há 27 anos, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) colocou crianças e adolescentes como sujeitos de direitos, respeitando o lugar de fala deles. O processo é recente e as instituições de ensino enfrentam a batalha (muitas vezes difícil) de se renovar.

Um bom exemplo é a Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Nelson Mandela, no Limão, em São Paulo. A escola virou uma referência na educação em cultura de paz. Sob a direção de Cibele Racy, o colégio já recebeu cinco prêmios, após um projeto sobre racismo iniciado em 2011.

Em uma visita à unidade em maio deste ano, a diretora me disse que a transformação só foi possível por causa do envolvimento de toda a comunidade escolar, priorizando sempre a participação dos pais e estudantes.