Crédito: Divulgação / Ministério Público do Trabalho

Nesta quinta (27), é celebrado o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho. Na data, é impossível não se lembrar das crianças e adolescentes que tiveram suas vidas marcadas para sempre pelo trabalho infantil, em máquinas, no campo e tantas outras formas…

Entre 2007 e junho de 2017, 23.572 pessoas de 5 a 17 anos sofreram acidentes graves de trabalho. Desse total, 216 morreram, 577 sofreram amputação traumática ao nível de punho e mão e 597 sofreram ferimentos na cabeça.

Para Carmen Silvera, especialista membro dos Fóruns de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, estes dados mostram a necessidade urgente de adotar ações efetivas para eliminar o trabalho infantil no Brasil.

As consequências físicas, psicológicas e morais do trabalho infantil são faces que muitas vezes ninguém vê. Mitos como “é melhor trabalhar do que ficar na rua” escondem os impactos devastadores que o trabalho infantil faz na vida das crianças.

Além de perderem a oportunidade de vivenciarem a plena infância e estudarem, as vítimas podem levar marcas físicas para o resto da vida, que as impedirão de desenvolver um novo trabalho, quando adultos.

Em geral, crianças e adolescentes trabalham em situações informais, sem o uso correto de equipamentos de segurança. Por estarem em fase de desenvolvimento, também não estão preparadas física e psicologicamente para o trabalho.

O caminho para acabar com os acidentes de trabalho envolvendo nossas crianças e adolescentes é a erradicação do trabalho infantil. Só ações intersetoriais, envolvendo a proteção integral das crianças, podem curar essa chaga.