Ânus da peneira é um dos padrões gráficos produzidos pelos Wajãpi

Ânus da peneira é um dos padrões gráficos produzidos pelos Wajãpi

 

 

As expressões orais e gráficas dos Wajãpi — cerca de 600 indígenas tupi-guaranis que vivem no Amapá — são consideradas patrimônio imaterial brasileiro e mundial. Veja acima uma amostra do sistema de representação gráfica deles, chamado kusiwa, que traduz num código compartilhado seu repertório oral, baseado na mitologia, espiritualidade e no modo de vida daquele povo. 

O desenho integra a exposição Puras Misturas, com curadoria geral de Adélia Borges e adjunta de Cristiana Barreto. A mostra fica até 12 de setembro no antigo prédio da Prodam, no Parque Ibirapuera, que vai abrigar um novo museu, chamado Pavilhão das Culturas Brasileiras.Vale visitar.

Um dos 21 padrões conhecidos entre os Wajãpi, cada qual com diferentes significados, é esse, denominado ânus da peneira (urupe aravekwa). “No caso da peneira, o elemento representado é uma parte específica: quando iniciam um trançado com talos de arumã, os Wajãpi cruzam as lascas num formato que chamam de ânus — ou começo — do trançado.”

A explicação está num dossiê bem interessante sobre o assunto, produzido pelo IPHAN — e indicado por Cristiana Barreto. Os que querem mais informações podem acessá-lo pela internet. O link é: portal.iphan.gov.br/portal/baixaFcdAnexo.do?id=726.