A curadora finlandesa Marianne Aav
A curadora finlandesa Marianne Aav
 

 

A exposição Estrelas do Design Finlandês abre hoje à noite no Instituto Tomie Ohtake e se estende até 2 de maio. Serão exibidas cerca de 200 peças de diferentes autores, que pretendem ilustrar como esse país frio criou, ao longo tempo, uma identidade tão forte nesse segmento. As transformações geracionais poderão ser vistas em produtos tanto do emblemático Alvar Aalto quanto do badaladinho Ilka Suppanen. A curadoria é de Marianne Aav, do Museu de Design de Helsinque, que concedeu a entrevista a seguir, por e-mail, a Plural.

Como surgiu a ideia da exposição?
Tivemos várias exposições de criadores individuais ou empresas em diferentes locais e, então, surgiu a necessidade de mostrar uma história mais completa do design finlandês.

Qual foi a ideia principal durante a curadoria da exposição?
Em uma exposição que aborda a história do design finlandês é obviamente importante mostrar uma imagem global dele, seu desenvolvimento e períodos-chave. Com esta exposição, foi decidido abordar cinco temas que destacam os diferentes pontos fortes e importantes aspectos do design finlandês. Os temas são Nacional/Internacional; O material; Natureza como ponto de partida; Forma pura; e Inovação. Um processo de curadoria é sempre difícil, pois algumas peças têm de ser deixadas de fora devido a restrições de tamanho e outras limitações. Nesta exposição, estamos muito felizes com o resultado final , já que praticamente todas as peças mais importantes estão incluídas.

Esta é a maior exposição de design finlandês na América?
É definitivamente a mais abrangente e tem o maior período de tempo retratado. Existiram outras grandes exposições, mas nenhuma como essa.

O que significa para Helsinque ter sido escolhida a Capital Mundial do Design para 2012?
É naturalmente importante para Helsinque e o design finlandês em geral. O ano vai destacar a importância do design de uma forma muito concreta e ajudar as pessoas a compreender como o design tem grande impacto em nossas vidas. O slogan Helsinque Open – Incorporando Design à Vida resume muito bem o objetivo principal.

Como vê a produção da Finlândia em uma perspectiva global? O que mudou ao longo dos anos?
A produção do design finlandês teve de mudar com o mundo globalizado. As empresas tiveram de investir em inovações e novos produtos. O design cresceu e tornou-se ainda mais importante e mais visível nas estratégias das empresas. O processo de design tornou-se cada vez mais importante em quase todas as áreas de produção industrial.

O que espera alcançar com esta exposição e sua viagem ao Brasil? Que tipo de contatos gostaria de fazer?
Os principais objetivos da exposição são tornar o design finlandês mais conhecido no Brasil e criar um diálogo entre o design finlandês e o brasileiro. Estamos interessados em saber mais sobre o design brasileiro, o seu patrimônio e  desenvolvimento contemporâneo.

O Brasil é interessante como um país de design?
Sim. As últimas criações dos irmãos Campana, por exemplo, são apenas um pequeno exemplo da importância e das características interessantes do design brasileiro. É interessante aprender.