A seguir, a íntegra da nota oficial enviada por Francisco Cálio a Plural, a respeito da polêmica com a estilista Adriana Barra (veja os dois posts anteriores):

“Em primeiro plano, quero em defesa do meu próprio nome fazê-lo entender que sou um profissional da área de design e arquitetura há mais de 20 anos, tendo uma conduta ilibada e projeção internacional inclusive. Por conseguinte, jamais teria motivos para plagiar ou assinar projetos que não fossem de minha criação.
Quanto ao caso ‘ADRIANA BARRA’, para seu conhecimento e controle, assinamos um contrato de prestação de serviços, o qual está datado de 04/08/2008 e devidamente registrado no 9º Oficial de Registro de Títulos e Documentos da Comarca desta Capital sob nº 1063419, não tendo até o momento qualquer resolução, portanto, ativo, o que equivocadamente ela informa ter eu sido afastado da obra por falta de acompanhamento.
Mediante a assinatura do referido contrato, iniciamos o nosso trabalho de projeto de restruturação do imóvel primitivo e arquitetura da parte nova (layout), que teve nada menos de 17 outros projetos que podemos chamar de modificativos. Os últimos, datados de 05/03/2009, registrados sob nºs 8714714 e 8714715 no 3º Oficial de Registro de Títulos e Documentos da Comarca desta Capital.
Neste periodo, ou seja, de 04/08/2008 até 05/03/2009, é óbvio que o profissional e seus assistentes compareceram ao local para que se pudesse elaborar tais alterações, ainda que o contrato não especifique tantas revisões e acompanhamento delas pelo mesmo valor cobrado. No decorrer do tempo, a obra fora fotografada nas suas diversas fases, cujas fotos estão em nosso poder, arquivadas para qualquer demonstração em época oportuna, tudo contrariando, então, as acusações de abandono de obra.
É uma atitude que pode se entender como leviana tais declarações da contratante, esquecendo-se ela que o Cálio tem também como testemunhas, neste trabalho, os demais contratados pela sra. Adriana Barra, que laboraram na obra, nas suas respectivas funções.
Em conformidade com o contrato, a Sra. Adriana Barra pagou ao contratado o valor irrisório de R$ 8.000,00 (oito mil reais) em 04 (quatro) parcelas. O objetivo do valor baixo foi em decorrência do convencionado com o sr. Houssein [Houssein Jarouche é designer de produto e marido de Adriana Barra], que autorizou, quando do serviço concretizado, a divulgação dele nos meios de comunicação de praxe, o que está sendo realizado neste momento. Este senhor é o que a sra. Adriana Barra alega, que, com ela, foi autor do projeto, mas não acredito que tenham todos os arquivos eletrônicos para que tal acontecesse.
Neste momento e de imeditato estou constituindo advogado para, junto ao Poder Judiciário, dirimir a questão, com todas as ações cabíveis, seja no âmbito civil e criminal, de forma a não mais denegrir a minha imagem, que se projetou em muitos anos de labuta.”