Uma coisa legal da tecnologia, é que se usada do jeito certo, une pessoas.

Nas minhas “andanças” pelas redes sociais acabei cruzando meu caminho com a Arquiteta Letícia Bressane, que por muitos anos cuidou de um setor Pesquisas da USP e lecionou na FMU.

Comenta aqui, da like ali, acabamos conversando inbox e me bastou trocar poucas palavras para que ficasse clara sua paixão por preservação, patrimônio e arquitetura em geral.

Sua vida rodou, desde o início, literalmente, em torno desses temas.

Tudo começou com um epicentro bem claro :

Seu pai.

Nestor da Rocha Bressane Filho.

Nestor da Rocha Bressane Filho junto a esposa Zita / Acervo Familia Bressane

E foi assim, que por a caso, eu tinha esbarrado na filha de um dos mais famosos e bem sucedidos incorporadores Paulistanos.

Fomos tomar um café, pois a vida é muito curta para ficar discutindo assuntos tão fascinantes online.

E ai, claro, mais descobertas vieram.

Descobri que Nestor era Grande não somente pela quantidade, qualidade e em alguns casos imponência dos prédios que ergueu, mas também, sobretudo, pela nobreza do homem que estava por trás do empreendedor/incorporador.

Tive a sorte de conhecer esse lado de seu caráter lendo suas memórias, que foram reunidas e transcritas pelo próprio Nestor em um pequeno livrinho de família(que me foi gentilmente emprestado pela Letícia).

Capa do Livro “Memórias” / Nestor da Rocha Bressane Filho

Ao longo da leitura se percebe como em todas suas empresas existia uma altíssima valorização dos sócios, parceiros e funcionários.

Trecho Livro “Memórias” / Nestor da Rocha Bressane Filho

Uma dessas empresas, foi a Companhia Esmeralda de Imóveis. Fundada por Nestor em sociedade com o Engenheiro Marjan Fromer.

A escolha do nome é relatada também em suas memórias :

Trecho Livro “Memórias” / Nestor da Rocha Bressane Filho

Essa companhia que começaria suas operações com um grandioso edifício na Avenida São João contribuiria bastante para a verticalização de São Paulo nos anos 1950.

Na imagem a baixo, publicada no Estadão no final dos anos ’50, podemos contar ao menos 8 edifícios entregues e mais 3 que seriam construídos a seguir.

A publicidade exalta o crescimento da cidade e dos empreendimentos da Companhia Esmeralda que literalmente quebravam a cerca de uma metrópole sem mais limites. Sem mais Fronteiras.

Acervo / Estadão

Ficou com gostinho de “quero mais”?

Fique tranquilo!

Esse foi somente o primeiro Episódio da Minissérie “Esmeralda”!

Em breve publicarei neste blog mais capítulos com histórias interessantes dos Predios dessa incorporadora!