A tecnologia que tanto avança na medicina ou informática também proporciona contribuições ao mercado adulto. Isso mesmo, as velhas e famosas bonecas infláveis devem ser substituídas, segundo especialistas do ramo, pelos robôs totalmente programados. Segundo as fabricantes de produtos e acessórios de entretenimento adulto, os robôs devem chegar às lojas de sex shop até 2025.

Os robôs sexuais terão características físicas muito iguais às dos humanos, com perfeição nos traços do rosto e do corpo, e melhor fidelidade na textura da pele, além disso, os orifícios poderão responder às diversas formas de contato – proporcionando sensações aos usurários também! Para quem desejar maior realidade na experiência, também existirão os robôs mais tecnológicos e funcionais, podendo falar, emitir sons e até fazer carícias.

Com tantas vantagens, os robôs são muito aguardados não só pelos futuros compradores, mas também pelos empresários. Mas, claro, a novidade não vai custar barato. Os modelos podem partir de US$ 7 mil dólares (em média: R$ 26 mil reais). Além das funcionalidades, os clientes poderão ter uma enorme variedade de opções de robôs com diferentes características físicas.

Um estudo mais recente indicou que esse tipo de robô irá assumir o papel de profissionais do sexo em clubes de Amsterdã. Ian Yeoman e Michelle Mars, da Victoria Management School, em Wellington, na Nova Zelândia, escreveram sobre um bordel visionário no distrito de luz vermelha de Amsterdã chamado Yub-Yum, prevendo a vida em 2050. Ambos acreditam que o futuro dará lugar a um aumento no tráfico de sexo e um surto de doenças sexualmente transmissíveis incuráveis, atraindo as pessoas para as opções robóticas (mais seguras).

O pesquisador de tendências Ian Pearson corrobora com essa ideia a confirmar que os robôs sexuais são uma tendência de consumo. Segundo ele, em 2025, os robôs serão acessíveis somente para as pessoas da alta classe econômica, mas em 2050, a grande maioria dos seres humanos poderá ter acesso aos robôs (como aconteceu com os smartphones). Pearson ainda explica que a adaptação, inicialmente, não será fácil, entretanto, as pessoas acabarão atraídas por possibilidades de novas experiências e formas de apimentar os prazeres sexuais. Chegando até a desenvolver sentimentos amorosos e total dependência em relação aos robôs. Fica uma dúvida: até que ponto essas máquinas poderão afetar as relações entre humanos?

Mas, uma coisa é fato, a gavetinha secreta já não mais comportará os brinquedos sexuais!

* Colaborou Miess