Retrospectiva da moda masculina em 2016

Ao longo de 2016 destaquei semanalmente o que está acontecendo – ou viria a acontecer – no universo masculino. A ideia é compreender o consumo à moda deles. Por isso, olhando para as publicações desse ano conseguimos ver facilmente 8 itens que foram desejo no lifestyle masculino. Vamos relembrar?

Flores: possivelmente a referência mais forte entre as oito destacadas. Flores de várias cores e espécies dominaram as camisas e camisetas. As lojas pareciam um verdadeiro jardim. Você reparou isso?  Além de combinarem bem com o verão brasileiro, a aceitação maciça desse tipo de estampa evidencia uma ruptura no gosto masculino. Falei sobre esse tema dando algumas dicas para coordenar peças estampadas com flores, vem relembrar clicando aqui.

Micro estampas: o homem brasileiro sempre aderiu bem as estampas, mas se antes estavam restritas as peças do dia a dia, especialmente as de estilo surfwear, hoje as estampas adentram ao guarda-roupa de trabalho e até o mais formal. Claro que essa adesão é gradativa e, inicialmente, discreta. Por isso, as microestampas foram coqueluche entre jovens (com padrões abstratos, geométricos e engraçadinhos) e homens mais experientes (com padrões de gravataria). Falei sobre esse tema explicando como e quando usar e coordenar uma camisa micro estampada, vem relembrar clicando aqui.

Camiseta longline: sabe aquelas camisetas compridas até a coxa que parecem vestidos? É delas que estou falando. Invadiram as lojas e o look dos jovens. Já tinha destacado que essa peça seria moda no verão 2017 – e foi! (confira aqui o post). Apesar de não serem novidade, remetem ao visual rapper dos anos 90, as camisetas longline sintetizam um olhar mais despreocupado do homem contemporâneo.

Calças caramelo: essa peça é aquilo que chamamos de fad, ou seja, foi um modismo de curta duração, mas que abraçou o visual da população com extrema velocidade. Em diversas modelagens, tecidos e tons de amarelo, foram ainda coordenadas com camisas azuis, formando o look símbolo de 2016. Falamos desse modismo também, vem relembrar clicando aqui.

Barbas e barbearias: eu sei que as barbas não surgiram enquanto moda em 2016, tampouco vão desaparecer em 2017, mas não podemos negar que foram latentes nesse ano. O cultivo das barbas impulsionou outra moda, o segmento das barbearias, que na verdade tornaram-se salões de beleza especializados no público masculino com cortes, químicas, tratamentos estéticos e até entretenimento, afinal, nem todos que ali vão tem barba para aparar, não é mesmo? Também falamos sobre barbas e barbearias.

Coque samurai: quem teve paciência – e interesse – para deixar o cabelo crescer acabou optando pelo corte coque samurai. O visual tem a nuca bem raspada e um grande coque na parte superior. Foi usado por vários famosos e digital influencers. Falei que seria um dos cortes mais bombados do ano, confira aqui.

Moda sem gênero: por último, mas talvez a mais relevante, está a ideia de usos e costumes iguais para ambos os gêneros. Como já expliquei aqui no blog, não significa que você será obrigado a usar vestidos, mas note como todas essas referências destacadas ao longo de 2016 trazem consigo elementos que eram do guarda-roupa feminino e que, aos poucos, começam a ser assimiladas pelos homens: estampas floridas, roupas coloridas, cabelo comprido, cuidados especializados com a aparência, roupas largas que não definem corpo e até camisetas longas que parecem vestidos. Alguns jovens, por verem a roupa como um meio e não um fim, tem exacerbado nas experimentações de uma moda sem gênero. Toda época de transição é confusa, mas creio que esse seja – positivamente – um caminho sem volta para a moda.